Quem somos e o que fazemos
O Programa Semeando Água desenvolve estratégias integradas para a conservação da água e da biodiversidade que contribuem para a redução dos impactos das mudanças climáticas e produzem benefícios socioeconômicos.
Nosso objetivo é promover uma mudança positiva de uso do solo, ampliando a adoção de práticas conservacionistas em propriedades rurais. Isso é importante porque a água que abastece as cidades, sejam elas grandes ou pequenas, vem de um complexo mosaico de nascentes localizadas em pequenas propriedades rurais. As represas da região do Sistema Cantareira são apenas uma técnica de armazenamento, funcionando como grandes caixas d’água.
Não basta torcer pela chuva. A água é consequência do cuidado com o meio ambiente. Enquanto a água não for tratada como o resultado de um processo ecológico, estaremos cada vez mais próximos a um cenário de falência hídrica. A solução não está no céu, está no chão. Produção de água não depende apenas da quantidade de chuva, mas da capacidade da paisagem em absorver, armazenar e liberar essa água de forma equilibrada. Frente à destruição dos ecossistemas que regulam o ciclo hidrológico, a falta de apoio a quem produz água e a desigualdade de usos e acesso, é fundamental olhar para o uso do solo em áreas de mananciais, ou seja, áreas onde nascem os principais rios que abastecem os grandes centros urbanos.
O Programa Semeando Água é uma iniciativa do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas.
IMPACTOS POSITIVOS NO TERRITÓRIO
ÁGUA
O Sistema Cantareira é responsável pelo abastecimento de cerca de 40% da população da Região Metropolitana de São Paulo (mais de 7 milhões de pessoas) e parte das Regiões Metropolitanas de Campinas e Piracicaba. Essa água é armazenada nas represas, mas a sua produção acontece em um complexo mosaico de pequenas propriedades rurais. Regenerar solos degradados para que a água da chuva possa infiltrar e, dessa forma, reabastecer os lençóis freáticos é a melhor forma de alcançar a resiliência hídrica do Sistema Cantareira.
CLIMA
As árvores plantadas absorvem carbono ao longo de seu crescimento. O excesso de carbono na atmosfera agrava o aquecimento do planeta. Plantar florestas é contribuir para a regulação do clima e redução dos impactos das mudanças climáticas.
BIODIVERSIDADE
Florestas maduras abrigam uma grande diversidade de plantas, animais e microrganismos que estão em constante interação. Esses ecossistemas geram serviços essenciais para a sobrevivência humana e de todos os seres vivos, os chamados serviços ecossistêmicos, como a regulação do ciclo hidrológico e do clima, a ciclagem de nutrientes e a polinização.